Linguagem Oral Infantil

Linguagem Oral Infantil

A linguagem é adquirida sem esforço, sem percebermos e o quanto ela é importante em nossas vidas. É responsável não apenas para comunicar, mas planejar e orientar o futuro. Pensamento, linguagem e ação estão interligados e estas competências nos proporcionam manter relações sociais, decisões e controle de emoções.
A linguagem é a elaboração de certos sons usados para a comunicação e as imagens mentais de sons, são usadas para o pensamento. Existem áreas específicas no cérebro para linguagem e que para isso ocorra uma delas é responsável pela articulação desses sons gerando o discurso falado.
Mas como ela surge? Nos primeiros dois meses de vida apenas choro, no terceiro mês, o riso. Do quinto ao sétimo mês os bebês brincam com os sons das consoantes e vogais. Neste período o cérebro conduz a produção de sons que necessita para a fala movimentando os músculos, a língua e o aparelho fonador. Aos seis meses de idade agrupam fonemas, combinando-os. Aos dez meses formam sílabas que correspondem à linguagem de seu ambiente. De um ano a um ano e meio começam a usar palavras e formam frases curtas, mas que só adquirem sentido gramatical, dos dois para os três anos. Durante este processo quando começam a juntar palavras, estas foram aprendidas observando os detalhes da linguagem materna.
Linguagem e pensamento estão entrelaçados. A linguagem oral expressa o conhecimento, as sensações e os sentimentos. O pensamento é a capacidade de ter ideias e de inferir novas ideias a partir das antigas. A linguagem codifica essas ideias em sinais para que a comunicação ocorra. A comunicação através da fala é exclusiva no ser humano gerando uma mensagem por um emissor e sua compreensão por um receptor.
O desenvolvimento do sistema nervoso e das funções cognitivas (atenção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento, linguagem) acontece paralelamente ao desenvolvimento da linguagem. Antes do nascimento a criança está imersa em um mundo de sons, palavras e ruídos que a prepara para adquirir e desenvolver a linguagem oral.
Assim, grande parte das estruturas neurais responsáveis pelo processamento da linguagem já está presente em recém-nascidos e é gradativamente desenvolvida e reforçada a partir de experiências de relações sociais e interações de comunicação.
A criança de quatro a cinco anos já produz sentenças complexas tornando-se um ser falante. Esse processo de aquisição da linguagem em muitos casos não ocorre de maneira linear, manifestando transtornos de linguagem.
A intervenção fonoaudiológica torna-se necessária quando se percebe que a criança não vem desenvolvendo as etapas de aquisição da linguagem esperada para idade. Pais, médicos e professores devem ficar atentos. A avaliação fonoaudiológica é importante porque através do relato da história de vida da criança e em que etapa ela se encontra da aquisição da linguagem pode-se orientar, prevenir e reabilitar.
Mudanças significativas ocorrem já que a plasticidade cerebral é definida como a capacidade do organismo em adaptar-se às mudanças ambientais, graças à ação sinérgica de órgãos coordenados pelo sistema nervoso central.